quinta-feira, 7 de junho de 2012
Afeição
Porque foi no teu abraço que encontrei abrigo
Mas não foi no teu beijo que meu corpo explodiu
Porém foi este beijo o único a vir de minh'alma
E foi nele que encontrei as poucas pegadas que o amor deixou
Estas pegadas sigo incessantemente
Algo as apaga e as rouba de mim
E fico como uma ave migratória, sem orientação
Vagando por areias brancas desconhecidas
E seguindo instintos que nem eu mesmo acredito estarem certos
Tu entra na minha vida e faz florecer dentro e mim uma flor não catalogada
Despara todos meus sentidos em vetores contraditórios e me confunde com o teu poder de amar
Bagunça com minhas percepções e tenta me fazer entendê-las
Eu, tal qual um animal assustado, fico em fim, sem entender nada
Sem poder me elevar ao teu grau de doação
Não me rouba um beijo, mas sim iniciativa de roubá-lo
Me faz procurar tua boca antes que eu perceba o que estou fazendo
Sem um estímulo físico, me causa sabe-se lá que tipo de atração sei lá vinda de onde
Me atrai como um ima quando eu ainda não conhecera magnetismo
E rouba de mim a mais pura afeição, ainda que encoberta, velada
Afeição, como poderia explicar este sentimento?
Vago dentro da nuvem turbulenta dos meus sentimentos
Dentre os ciclos de ventos que se opõem
Dentre os trovões que se assemelham a explosões de sentimentalidade
Embora não passem de desacargas de energia
E os ventos sim, estes são reais!
O vento é como a fé, que não podemos ver e não podemos tocar
Mas no entanto ele me tocou sem que eu realmente o conhecesse
Tu soprou no meu ouvido e eu sequer soube escutar
Porque? Por que eu não acordei pra vida antes?
Porque não pude ter empatia com quem me ensinou a amar?
Como é difícil te ter longe!
A vida é difícil e tu faz parte da minha.
Marcel Nascimento - 25/05/2012 17:00
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